quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Porta do Nó ou Porta da Vila

Reconstrução do tempo de D. João IV, era o arco de entrada na vila do lado norte. Foi assim designado pela associação com o nó górdio de Alexandre, significando neste caso o nó quebrado pelo Rei Restaurador ao libertar Portugal do jugo castelhano em 1640. Ao mesmo tempo, este monumento regista e glorifica a eleição de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, assinalada em lápide ali inscrita com legenda latina, igual a todas as que o rei D. João IV mandara colocar nas cidades e vilas mais notáveis do reino. Lava no remate do arco o brasão da Casa de Bragança, acompanhado, de cada lado, com duas esferas armilares.

Por força das exigências modernas do tráfego, em 1940 foi esta porta deslocada da estrada e colocada ao lado, visível da estrada e servindo como uma das entradas da cerca do Convento dos Agostinhos.






In, Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens in Câmara Municipal de Vila Viçosa e Alandro al

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Ponte Romana


Muito próximo do local onde o Ribeiro do Furadouro se junta com a Ribeira da Asseca encontra-se o Castro da Briouta. Nota-se ainda fragmentos dispersos de cerâmica Romana. O Ribeiro do Furadouro corta dois elevados montes e junto ao Pego encontra-se a Casa da Moura, uma misteriosa construção antiga, certamente relacionada com o aproveitamento das águas. Também há alguns anos na Mourinha, foi descoberta uma sepultura onde se encontrou metade de uma arcada de ouro. Pensa-se que seja da época Romana. Na herdade de Marinela de Baixo foram descobertas sepulturas, uma delas tinha uma campa de mármore e à cabeceira um punhal enferrujado.

In Site de São Romão

É neste local que se encontra também a Ponte Romana, que está integrada na estrada que ligava Ebora (Évora) – Emérita Augusta (Mérida), e que passava perto da actual aldeia de São Romão. Esta via data do século I a.c., pelo que a datação da ponte não será certamente diferente. Assim, e como se pode ler acima, esta ponte servia não só o Castro da Briouta, mas assim como dois ribeiros, servindo também de elo ao Rio Guadiana. Este castro, em conjunto, com um outro castro que se pensa ter existido no local onde está o Castelo de Vila Viçosa, poderão ter sido de extrema importância para a defesa desta zona raiana e da importante ponte da Ribeira da Asseca.

Nuno Faritas Lobo


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Pelourinho de Vila Viçosa

Fronteiro à Porta da Torre, no local onde antigamente se situavam os Paços do Concelho e da Cadeia Pública, ou seja, na Praça Velha, mais ou menos a meio da actual Avenida dos Duques de Bragança que acompanha a cerca amuralhada desde os Agostinhos até à Igreja da Esperança, ergue-se um dos mais belos e elegantes pelourinhos que subsistem em Portugal, constituindo um verdadeiro ex-libris desta Vila-Museu.

Seu fuste quadrangular de pedra xistosa inteira com oito metros de altura, assenta sobre uma base de mármore ornada de quatro toscas figuras de rã esculpidas à moda românica. É rematado por uma elegante roca esferóide, também de mármore regional, aberta, golpeada e enfeitada de festões e folhas de acanto.

De rara beleza, de indiscutível valor artístico e documental, este símbolo do poder local e da justiça oficial, é exemplar notável e único na sua traça.





In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens in Vila Viçosa - Vila Museu e Olhares

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Paço Ducal de Vila Viçosa

Foi no início do século XVI que D. Jaime I, 4º Duque de Bragança, decidiu edificar um novo paço em Vila Viçosa. Situado na Horta do Reguengo, fora dos muros do aglomerado urbano medieval, o novo palácio erguia-se num local “caracterizado por extensos olivais e por abundância de água”, apresentando algumas semelhanças com as casas senhoriais da região, como a Sempre Noiva ou o Paço de Alvito.

Segundo Rafael Moreira, este primeiro edifício foi remodelado pelo duque D. Teodósio cerca de 1535, num projecto que incluía também a praça fronteira e os edifícios religiosos adjacentes, num “conjunto pensado como um todo”. O paço ducal adoptou então uma linguagem classicista, patente na fachada com “janelas lavradas ao modo antiguo Romano”, num modelo inspirado no Paço da Ribeira de Lisboa.

No final do século XVI, o duque D. Teodósio II patrocinou novas obras de ampliação do palácio por ocasião do seu casamento com D. Ana Velasco, sendo acrescentado um novo corpo a sul do paço velho, designado na época como Cazas Novas. O projecto foi executado por Nicolau de Frias, arquitecto régio, cujas traças desenhadas para o “reordenamento global da fachada” lhe conferiram a sua feição actual. A direcção da fábrica construtiva seria posteriormente entregue a Pedro Vaz Pereira e a Manuel Pereira Alvenéo, mestres arquitectos locais.

Daí resultou um edifício imponente, com uma monumental fachada Maneirista de dois registos, um de ordem toscana outro jónico, à qual, em 1610, foi acrescentado um terceiro piso. Nos primeiros anos do século XVII, o palácio recebia um erudito programa decorativo, considerado “um dos mais ricos acervos de pintura mural de fresco e têmpera que se encontra na paisagem artística portuguesa”. Este conjunto de pinturas, “maioritariamente fiel aos cânones estéticos do Maneirismo italianizante” estende-se pelas alas novas do paço ducal, nomeadamente a Galeria de D. Catarina, e os tectos das salas de Medusa e de David. Estas composições foram executadas entre 1600 e 1640 por diferentes pintores. A Tomás Luís, afamado pintor lisboeta, são atribuídos os tectos da Sala da Medusa e a gallerietta da duquesa D. Catarina, “duas notáveis decorações murais”. José de Avelar Rebelo pintaria os tectos da Câmara da Música do paço, uma obra já patrocinada pelo duque D. João, futuro rei D. João IV.

Depois da subida de D. João IV ao trono, o Paço de Vila Viçosa deixaria der ser a residência oficial dos Duques de Bragança. No reinado de D. João V, em 1716, o monarca ordenou novas obras no palácio, só terminadas no tempo de D. José. O palácio voltaria a ser remodelado no final do século XIX, sendo então um dos locais preferidos pela Família Real para as suas temporadas fora da capital do reino.

Em meados do século XX, por disposição testamentária de D. Manuel II, criou-se a Fundação da Casa de Bragança que passou a tutelar o Paço de Vila Viçosa e que agora funciona como museu.

















In 7 Maravilhas de Portugal

Imagens in Fundação da Casa de Bragança, Câmara Municipal de Vila Viçosa, Flex Travel, O Restaurador da Independência e autores desconhecidos

Igreja de São Bartolomeu



Dominando o poente da antiga Praça Nova, ergue-se a igreja seiscentista de São João Evangelista, sede da paróquia de São Bartolomeu, que fora pertença do Colégio dos Jesuítas, conhecida por Igreja de São Bartolomeu.

Ostenta a sua fachada certa imponência no estilo barroco, forrada a bardilho marmóreo da região, com três ordens de janelas e três portais ladeados de colunas dóricas. Acompanham-na duas exuberantes torres quadrangulares, sem coruchéus, e em cujos campanários de seis sinos se inclui o famoso Caracena que serviu o relógio público da Torre de Menagem do Castelo e que nas Guerras da Restauração foi fortemente danificado pelas tropas do general espanhol daquele nome.

No interior do templo, abundante de mármores e de boa talha, é notável o sacrário de madeira dourada e podem apreciar-se, ainda, esculturas de madeira estofada e diversas telas dos séculos XVII e XVIII.

Na sacristia anexa, de onde saíram as peças mais valiosas para o Museu de Arte Sacra, existem, ainda, diversas alfaias do culto, bastante apreciáveis, além de um aparatoso arcaz paramenteiro de madeira de carvalho.

In Vila Viçosa – Vila Museu

Imagens in Vila Viçosa - Vila Museu e Câmara Municipal de Vila Viçosa

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Igreja de Nossa Senhora da Piedade


Esta igreja está integrada no Convento dos Capuchos, teve a sua primeira pedra lançada a 6 de Julho de 1606, gravando-se nela o nome do duque D. Teodósio II de Bragança. À cerimónia assistiu o duque, acompanhado de seu filho primogénito, D. João, futuro Rei Restaurador. O templo, sagrado em 31 de Maio de 1610, é o núcleo central da Festa dos Capuchos que se celebra em Setembro.

In Arquivo Joaquim Saial

Imagem in Câmara Municipal de Vila Viçosa

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Igreja de Nossa Senhora da Lapa


Igreja setecentista (1756) de fachada barroca “exemplar de linhas originais, airosas e admiravelmente recortado no pórtico e nas torres, de cúpulas bolbosas”, segundo a descrição de J. A. Ferreira de Almeida. Situa-se no Campo da Restauração, comummente chamado do Carrascal.

In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagem in Vila Viçosa - Vila Museu

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