terça-feira, fevereiro 06, 2007

Renascença Regiões

Acabou de passar no programa da Rádio Renascença, Renascença Regiões, a entrevista que dei em nome da organização das 7 Maravilhas de Vila Viçosa, reforçando assim a divulgação de Vila Viçosa, da sua história, do seu património e do concurso do Paço Ducal de Vila Viçosa às 7 Maravilhas de Portugal e também do concurso das 7 Maravilhas de Portugal.

Poderá ouvir a entrevista na Rádio Campanário hoje entre as 15h e as 18h.

Deixo desde já o meu muito obrigado pela disponibilidade do jornalista Carlos Coutinho da Rádio Renascença e pela divulgação de Vila Viçosa e das suas maravilhas.

Inda não votou em ambas as iniciativas? Não perca mais tempo, vote nas 7 Maravilhas de Vila Viçosa e de caminho vote também no Paço Ducal de Vila Viçosa para as 7 Maravilhas de Portugal.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

7 Maravilhas de Vila Viçosa

É com a maior felicidade, com a maior das honras e o maior dos orgulhos que declaro oficialmente aberta a votação para as 7 Maravilhas de Vila Viçosa.

Esta é uma organização do Terras de Mármore que está a ter o apoio do blogues individuais dos autores do Terras de Mármore: A Interpretação do Tempo, Calipole - Vila Viçosa - Princesa do Alentejo, INFOCALIPO, Intervisão, O Restaurador da Independência e Tomar Partido; assim como dos blogues e sites Calipolenses: Daniel Moreira, Grupo Desportivo Bairrense, Neste Meu Alentejo, O Blog de São Romão, O Calipolense Taurino e o Partido Socialista de Vila Viçosa.

Contamos também com o apoio oficial da Associação Juvenil Doutor Jardim e do Grupo Desportivo Bairrense, assim como estamos actualmente em contactos com a Câmara Municipal de Vila Viçosa, Junta de Freguesia de Conceição e Junta de Freguesia de São Bartolomeu, tendo-se mostrado bastante interessadas em cooperar connosco.

Da lista original de 61 monumentos do Concelho de Vila Viçosa, chegam agora à votação final 21 monumentos. Estão representados Vila Viçosa, Pardais e São Romão, não tendo Bencatel nenhum representante nesta lista final. São 21 monumentos que poderão encontrar detalhadamente na barra lateral deste blogue, clicando em cada um para poderem aceder à sua descrição e às suas imagens. Após ter escolhidos os seus 7 monumentos preferidos, envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt indicando o seu nome, a sua localidade e os 7 monumentos que acha que merecem que sejam consagrados como as 7 Maravilhas de Vila Viçosa. Tarefa dificil, nós sabemos.

Cada pessoa poderá apenas votar uma vez, e os resultados das 7 Maravilhas de Vila Viçosa irão ser divulgados no dia 7 de Julho de 2007, em simultâneo com as 7 Novas Maravilhas do Mundo e com as 7 Maravilhas de Portugal. E falando em 7 Maravilhas de Portugal, já votou no Paço Ducal de Vila Viçosa para as 7 Maravilhas de Portugal? Se ainda não o fez, aproveite para votar no site das 7 Maravilhas de Portugal.

Iremos também ter mais iniciativas no âmbito das 7 Maravilhas de Vila Viçosa e das 7 Maravilhas de Portugal que iremos divulgar aqui e nos blogues de apoio atempadamente. E todos vós estão desde já convidados a participar!

Vila Viçosa terra de tradições, história e património, une-se deste modo à votação do Paço Ducal de Vila Viçosa para as 7 Maravilhas de Portugal. Uma das mais belas vilas de Portugal, fulcral no decorrer da história de Portugal, sendo o Rei Restaurador da Independência, D. João IV, natural de Vila Viçosa, assim como muitas outras personalidades portuguesas como D. Catarina de Bragança, Florbela Espanca, Henrique Pousão, Públia Hortênsia de Castro, Bento de Jesus Caraça, Martim Afonso de Sousa Cristóvão de Brito Pereira, D. Constatino de Bragança, Artur Bívar, Túlio Espanca, Nuno Portas entre muitos outros... Venha até Vila Viçosa e faça o roteiro das Maravilhas de Vila Viçosa, visite os 21 candidatos e depois vote nos 7 candidatos seus preferidos. Verá que não se irá arrepender, pois como se canta em Vila Viçosa "... e não há tenho a certeza, terra com tanta beleza, como tem Vila Viçosa!"

Deixo-vos agora a listagem dos 21 finalistas:

Senhoras e Senhores, os Monumentos estão lançados, podem começar a votar!!!

Terreiro do Paço

É este terreiro uma das mais belas praças do país, espaço amplo e desafogado com cerca de dezasseis mil metros quadrados, localizado à entrada da fidalga e nobre Vila Viçosa, quando se vem do lado de Borba e Estremoz e da Fronteira de Elvas, deixando à direita a Capela Real e os jardins do Paço.

Antes de penetrar nesta verdadeira sala de visitas, observa-se à direita a famosa e esbelta Porta dos Nós, símbolo do poder fidalgo do Braganças, e à esquerda a Porta do Nó, antiga porta da vila, evocativa também da Restauração da Independência de da Padroeira do Reino de Portugal.

Maravilha-se o visitante com a imponência da Estátua Equestre do Rei Restaurador D. João IV, e com a majestade do antigo paço residencial dos Duques de Bragança e das igrejas-panteões dos seus despojos.








In Vila Viçosa – Vila Museu

Imagens - Câmara Municipal de Vila Viçosa e O Restaurador da Independência

Para votar no Terreiro do Paço envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt

Tapada Real

A dois passos da vila ducal situa-se a famosa e histórica Tapada Real, prédio rústico integrado no antigo património da Sereníssima Casa de Bragança.

Quem passa por Vila Viçosa mal se apercebe da sua presença. No entanto, o visitante que venha pelo antigo “Caminho dos Castelhanos”, hoje estrada nacional de Elvas, por Borba, ficará sabendo que, desde a lagoa da Albufeira, ao longo da estrada se estende boa parte do paredão que faz cerca no perímetro de 18 km2 da vasta propriedade brigantina.

Foi Formosíssimo parque de distracções dos antigos duques seus fundadores, D. Jaime, D. Teodósio I, D. João I e D. Teodósio II, e continuou, depois de uma pausa de abandono que se seguiu à visita de El-Rei D. João V, a reunir dentro dos seus muros as comitivas reais de D. Pedro V, D. Luís e D. Carlos, que em seus horizontes divisaram fartos de motivos de beleza e diversão cinegética.



Famoso lugar de delícias lhe chamou Lorenzo Magalotti, relator encarregado do diário de viagem de Cosme de Médicis pelas Espanhas, há cerca de trezentos anos…

Sua fama, porém, tem origem em tempos distantes da fixação dos Duques de Bragança em terras do Alentejo, caminhando na sua própria história de recinto de recreação fidalga. Sua extensão foi aumentada até se delimitarem as fronteiras, dentro das quais um autêntico paraíso terreal se ia criando a ponto de suas fontes, jardim e mais encantos terem inspirado um belo poema ao grande Lope de Vega: «En verdes valles de jardines tiene / Quantas flores há visto el fértil Mayo…»

D. Luís de Meneses, no “Portugal Restaurado”, revela que para o Duque D. João II a Tapada de Vila Viçosa, era todo o seu divertimento, não receando considerá-la “uma das maiores e mais abundantes de caça de toda a Espanha”.

Através dos tempos sofreu a Tapada largos benefícios que seus senhores e seus apaixonados não sabiam regatear-lhe: alargamento progressivo da sua extensão, preparação e arranjo de caminhos, arroteamento de terras de cultura, edificação de muro de cerca, erecção de três ermidas (Santo Eustáquio, São Jerónimo e Nossa Senhora de Belém), construção de um belo palacete, iniciado por D. Teodósio I em 1540. Ali adorava o futuro D. João IV fazer pousada durante largas temporadas, recreando-se no prazer da caça e alongamento dos seus pensamentos, até ao momento em que ali foram quebrar o encanto os embaixadores da Conjura do 1º de Dezembro…



Relembramos também que a respeito da Tapada Ducal, mais perto dos nossos dias, também escreveu o Conde de Arnoso em «A Arte e a Natureza de Portugal»:

«O relevo do terreno e as belas árvores que o ensombram dão um grande encanto às tapadas. Logo, à entrada, da ermida de São Jerónimo, abrigada por formosíssimos pinheiros mansos, é esplêndido o panorama que se descobre. Mais longe, e ainda na primeira Tapada, nada mais pitoresco que a branca ermida de Santo Eustáquio, redonda como uma mesquita, coroando o Monte da Atalaia e mandada construir por D. Teodósio II. Para o outro lado, no fundo dum pequeno vale, a nascente das famosas águas férreas.»

Mais adiante, maravilhado com os encantos que seus olhos viram ao natural, porque foi por mais de uma vez, um dos comparsas das comitivas de caça do Rei Martirizado, o Conde de Arnoso dá largas à sua apreciação:

«…Com manchas de mato por causa da caça, a segunda Tapada constitui toda ela um magnífico montado de azinheiras e sobreiros, com alguns pinhais e olivedos. Nesta Tapada, onde há espaços muito agrestes, cada dobra do terreno se desenha numa paisagem deliciosa.»





Hoje a Tapada não difere muito da descrição de que em 1904 deixou dela o escritor. Não é apenas uma evocação histórica, ainda que, indispensavelmente ligada a tantos momentos interessantes da história pátria. Vale a pena percorrer as suas largas extensões, de preferência a cavalo num bom ginete, à maneira alentejana, como tanto era do agrado do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia, as últimas pessoais reais que, por entre mato espesso da charneca, entretiveram momentos de lazer nas batidas de caça grossa. Foi sempre, como é ainda hoje – sem embargo da condição de exploração agrícola – um magnífico parque de caça. Em tempos primitivos (1515) povoaram-na de javalis, gamos e outra caça, para melhor satisfazer os prazeres venatórios dos duques que se fixaram em Vila Viçosa, D. Jaime e seu filho D. Teodósio, principalmente. Construiu este último, no seu termo, um palacete, ainda existente, e que, por si só, justifica uma visita. Nele, no Verão de 1573, receberam os senhores da nobre Casa de Bragança a visita régia de D. Sebastião. Junto deste Paço da Tapada, em hora de caçada, segundo reza a tradição, receberia o duque D. João II a mensagem de Pedro de Mendonça, enviado da conjura gloriosa de 1º de Dezembro, que haveria de transformar o senhor ducal em senhor todo-poderoso dos destinos da grei portuguesa.

Foi precisamente com a saída do então Rei D. João IV para a corte de Lisboa que o delicioso parque de Vila Viçosa perdeu muito da sua atracção. E só em 1729 D. João V, por ocasião da troca das princesa no Caia, veio a ela. Com os rasgos magnânimos que caracterizavam a sua administração, o embelezou e alargou até aos limites que hoje ainda conserva, mandando construir novo muro e fixando a sua entrada principal na nova porta do Outeiro de S. Bento que deita, a Ocidente, sobre a fachada do vestuto Paço Ducal e sobre o casaria alvinitente do burgo tranquilo da nobre povoação.



Com as obras de D. João V e de D. José I (o extenso muro que se alargou até à chamada Porta de S. Bento que ainda hoje ostenta as armas reais deste último monarca, a moradia para os couteiros de pé e de cavalo, a enfermaria e outras beneficiações) a Tapada Ducal adquiriu excepcionais condições de parque ideal para as incursões venatórias.

D. José caçou ali em 1751 e 1769 e desde então até D. Pedro V escassearam, as caçadas reais, daí derivando um extraordinário incremente na multiplicação das espécies, a ponto de os administradores da Tapada se verem forçados a exterminar todos os javalis e desbastar os gamos e os veados, cuja carne se vendia a retalho nos açougues dos Clérigos e de Borba.

D. Pedro V, três vezes caçou em Vila Viçosa, em 1860 e 1861 e com a sua presença se iniciaria um novo ciclo na tradição das grandes caçadas reais nesta tão importante coutada. Logo seu irmão D. Luís, quando rei e já acompanhado do Príncipe Real D. Carlos e do infante D. Augusto, ali se divertiu de 18 a 25 de Janeiro de 1867. Em 1882 o Rei de Espanha Afonso XII também caçou na Tapada a convite do monarca português, realizando-se uma bela caçada.



D. Carlos, como Príncipe e depois como Rei, atirador exímio, foi sempre um devoto apaixonado das caçadas de Vila Viçosa, não faltando os seus numerosos convidados na época própria, enchendo o Paço e a Vila do maior movimento e entusiasmo. Os dias da sua presença em Vila Viçosa tornavam-se forçosamente dias de festa para o povo, o qual também tinha nas caçadas reais, e a convite do Rei, os seus melhores representantes na arte de caçar. Também outra das grandes paixões de D. Carlos, a arte de desenhar e de pintar, encontrou fortes motivos de inspiração na famosa Tapada de Vila Viçosa, no tão celebrado Marco da Lua, por exemplo. O quadro Sobreiro, de sua autoria, lá se encontra ainda exposto no Museu do Paço Ducal, a atesta ao lado de outras obras-primas de El-Rei D. Carlos, a arte magnífica a que se entregava com tanta devoção. Outros breves apontamentos de inspiração cinegética, deixou D. Carlos nos ornatos felizes das ementas dos grandes banquetes com que obsequiava os seus ilustres convidados.



Estas são razões históricas que justificam um passeio, pela vasta Tapada. Aqui e além, não poderá a sensibilidade de quantos gostam de reviver o Passado, ficar indiferente perante a evocação de momentos vividos por destacadas figuras da história nacional em locais que se celebrizaram, desde a casa de campo do duque D. Teodósio I até ao Marco da Lua, centro de reunião dos caçadores da comitiva de El-Rei D. Carlos…

Outros motivos, porém, de razão geográfica diremos, poderiam levar à Tapada Ducal o visitante curioso… Correm ainda, por seus vales, montes e planícies, os animais bravios de caça abundante, justificada atracção dos apaixonados da montaria, hoje como em todos os tempos…

Ali, a paisagem, a paisagem alentejana afinal, nem por ser violenta ou agreste, deixa de conter panoramas dos mais belos da Natureza. Do alto das colinas a visão que se oferece é admirável e convida à meditação e à evocação dos sentimentos mais puros das boas gentes do Alentejo. A Tapada de Vila Viçosa é, pois, um pedaço do Alentejo onde se vive, a par da tradição enraizada no solo e nos habitantes, toda a magia desta província.

In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens: Fundação da Casa de Bragança, Câmara Municipal de Vila Viçosa e autores desconhecidos

Para votar na Tapada Real envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt

Santuário de Nossa Senhora da Conceiçáo de Vila Viçosa

Santuário da Padroeira de Portugal, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, antigamente chamada de Santa Maria do Castelo, situa-se dentro da cerca das muralhas e foi visitado pelo Papa João Paulo II em 1982 e palco do baptismo da Infanta D. Maria Francisca Isabel de Bragança em 1997.

Remodelada após o terramoto de 1755, sofreu, ainda, profundas alterações nos fins do século XIX, assumindo o seu exterior as linhas sóbrias que hoje conserva. Foi ainda alvo de um restauro exterior durante o ano de 2005.

O interior, de três naves, apoiadas em fortes colunas dóricas, é amplo e acolhedor.

Do seu inventário artístico fazem parte, além do precioso conjunto de azulejos azuis e amarelos e de bom desenho do século XVII, peças de raro valor artístico como o precioso sacrário do século XVII da Capela do Santíssimo, a relíquia do Sagrado Espinho da Coroa de Cristo, as tribunas e mesas das confrarias e, ainda, valiosas jóias do tesouro.

Na capela-mor, com pinturas a óleo e excelente talha dourada, venera-se a imagem de Nossa Senhora da Conceição, cuja escultura primitiva se atribui ao século XIV, protegida por grade de rótulas de prata branca. Numa das paredes laterais, expõe-se a bandeira portuguesa da vitória de Montes Claros (1665), oferecida pelo Marquês de Marialva.

A Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa dedicou o Rei Restaurador o Reino, em 1646, escolhendo-a para Padroeira de Portugal. O seu solar é hoje um lugar de peregrinação e muita devoção.








In Vila Viçosa – Vila Museu

Imagens in Câmara Municipal de Vila Viçosa

Para votar na Porta dos Nós envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt

Porta dos Nós


Seguia-se à porta anterior, um pouco mais adiante e do lado direito de quem entra na vila, outra porta monumental – a Porta dos Nós, fecho do serviço do paço de D. Jaime, voltada para a actual avenida que leva o nome deste duque. Obra de sua iniciativa, portanto dos princípios do século XVI, de inspiração manuelina, é esta porta formada por duas colunas que parecem atadas às ombreiras por um encordoamento, suportando um remate invulgar, em cuja composição são visíveis nós também encordoados, de pedra. Simbolizariam estes três nós a posição da Casa Ducal em relação à Casa Real, segundo uma legenda que, conforme escreveu Frei Manuel Calado no século XVII na sua descrição de Vila Viçosa, ali existiria com a seguinte sentença “Depois de vós, nós”, entendendo-se esta última palavra nos dois significados que lhes correspondem de substantivo e de pronome. De saída a quem passa por detrás da Capela e das antigas cocheiras.

In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagem in Câmara Municipal de Vila Viçosa

Para votar na Porta dos Nós envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt

Porta do Nó ou Porta da Vila

Reconstrução do tempo de D. João IV, era o arco de entrada na vila do lado norte. Foi assim designado pela associação com o nó górdio de Alexandre, significando neste caso o nó quebrado pelo Rei Restaurador ao libertar Portugal do jugo castelhano em 1640. Ao mesmo tempo, este monumento regista e glorifica a eleição de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, assinalada em lápide ali inscrita com legenda latina, igual a todas as que o rei D. João IV mandara colocar nas cidades e vilas mais notáveis do reino. Lava no remate do arco o brasão da Casa de Bragança, acompanhado, de cada lado, com duas esferas armilares.

Por força das exigências modernas do tráfego, em 1940 foi esta porta deslocada da estrada e colocada ao lado, visível da estrada e servindo como uma das entradas da cerca do Convento dos Agostinhos.






In, Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens in Câmara Municipal de Vila Viçosa e Alandro al

Para votar na Porta do Nó ou Porta da Vila envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt

Ponte Romana


Muito próximo do local onde o Ribeiro do Furadouro se junta com a Ribeira da Asseca encontra-se o Castro da Briouta. Nota-se ainda fragmentos dispersos de cerâmica Romana. O Ribeiro do Furadouro corta dois elevados montes e junto ao Pego encontra-se a Casa da Moura, uma misteriosa construção antiga, certamente relacionada com o aproveitamento das águas. Também há alguns anos na Mourinha, foi descoberta uma sepultura onde se encontrou metade de uma arcada de ouro. Pensa-se que seja da época Romana. Na herdade de Marinela de Baixo foram descobertas sepulturas, uma delas tinha uma campa de mármore e à cabeceira um punhal enferrujado.

In Site de São Romão

É neste local que se encontra também a Ponte Romana, que está integrada na estrada que ligava Ebora (Évora) – Emérita Augusta (Mérida), e que passava perto da actual aldeia de São Romão. Esta via data do século I a.c., pelo que a datação da ponte não será certamente diferente. Assim, e como se pode ler acima, esta ponte servia não só o Castro da Briouta, mas assim como dois ribeiros, servindo também de elo ao Rio Guadiana. Este castro, em conjunto, com um outro castro que se pensa ter existido no local onde está o Castelo de Vila Viçosa, poderão ter sido de extrema importância para a defesa desta zona raiana e da importante ponte da Ribeira da Asseca.

Nuno Faritas Lobo


Para votar na Ponte Romana envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt

Pelourinho de Vila Viçosa

Fronteiro à Porta da Torre, no local onde antigamente se situavam os Paços do Concelho e da Cadeia Pública, ou seja, na Praça Velha, mais ou menos a meio da actual Avenida dos Duques de Bragança que acompanha a cerca amuralhada desde os Agostinhos até à Igreja da Esperança, ergue-se um dos mais belos e elegantes pelourinhos que subsistem em Portugal, constituindo um verdadeiro ex-libris desta Vila-Museu.

Seu fuste quadrangular de pedra xistosa inteira com oito metros de altura, assenta sobre uma base de mármore ornada de quatro toscas figuras de rã esculpidas à moda românica. É rematado por uma elegante roca esferóide, também de mármore regional, aberta, golpeada e enfeitada de festões e folhas de acanto.

De rara beleza, de indiscutível valor artístico e documental, este símbolo do poder local e da justiça oficial, é exemplar notável e único na sua traça.





In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens in Vila Viçosa - Vila Museu e Olhares

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Paço Ducal de Vila Viçosa

Foi no início do século XVI que D. Jaime I, 4º Duque de Bragança, decidiu edificar um novo paço em Vila Viçosa. Situado na Horta do Reguengo, fora dos muros do aglomerado urbano medieval, o novo palácio erguia-se num local “caracterizado por extensos olivais e por abundância de água”, apresentando algumas semelhanças com as casas senhoriais da região, como a Sempre Noiva ou o Paço de Alvito.

Segundo Rafael Moreira, este primeiro edifício foi remodelado pelo duque D. Teodósio cerca de 1535, num projecto que incluía também a praça fronteira e os edifícios religiosos adjacentes, num “conjunto pensado como um todo”. O paço ducal adoptou então uma linguagem classicista, patente na fachada com “janelas lavradas ao modo antiguo Romano”, num modelo inspirado no Paço da Ribeira de Lisboa.

No final do século XVI, o duque D. Teodósio II patrocinou novas obras de ampliação do palácio por ocasião do seu casamento com D. Ana Velasco, sendo acrescentado um novo corpo a sul do paço velho, designado na época como Cazas Novas. O projecto foi executado por Nicolau de Frias, arquitecto régio, cujas traças desenhadas para o “reordenamento global da fachada” lhe conferiram a sua feição actual. A direcção da fábrica construtiva seria posteriormente entregue a Pedro Vaz Pereira e a Manuel Pereira Alvenéo, mestres arquitectos locais.

Daí resultou um edifício imponente, com uma monumental fachada Maneirista de dois registos, um de ordem toscana outro jónico, à qual, em 1610, foi acrescentado um terceiro piso. Nos primeiros anos do século XVII, o palácio recebia um erudito programa decorativo, considerado “um dos mais ricos acervos de pintura mural de fresco e têmpera que se encontra na paisagem artística portuguesa”. Este conjunto de pinturas, “maioritariamente fiel aos cânones estéticos do Maneirismo italianizante” estende-se pelas alas novas do paço ducal, nomeadamente a Galeria de D. Catarina, e os tectos das salas de Medusa e de David. Estas composições foram executadas entre 1600 e 1640 por diferentes pintores. A Tomás Luís, afamado pintor lisboeta, são atribuídos os tectos da Sala da Medusa e a gallerietta da duquesa D. Catarina, “duas notáveis decorações murais”. José de Avelar Rebelo pintaria os tectos da Câmara da Música do paço, uma obra já patrocinada pelo duque D. João, futuro rei D. João IV.

Depois da subida de D. João IV ao trono, o Paço de Vila Viçosa deixaria der ser a residência oficial dos Duques de Bragança. No reinado de D. João V, em 1716, o monarca ordenou novas obras no palácio, só terminadas no tempo de D. José. O palácio voltaria a ser remodelado no final do século XIX, sendo então um dos locais preferidos pela Família Real para as suas temporadas fora da capital do reino.

Em meados do século XX, por disposição testamentária de D. Manuel II, criou-se a Fundação da Casa de Bragança que passou a tutelar o Paço de Vila Viçosa e que agora funciona como museu.

















In 7 Maravilhas de Portugal

Imagens in Fundação da Casa de Bragança, Câmara Municipal de Vila Viçosa, Flex Travel, O Restaurador da Independência e autores desconhecidos

Igreja de São Bartolomeu



Dominando o poente da antiga Praça Nova, ergue-se a igreja seiscentista de São João Evangelista, sede da paróquia de São Bartolomeu, que fora pertença do Colégio dos Jesuítas, conhecida por Igreja de São Bartolomeu.

Ostenta a sua fachada certa imponência no estilo barroco, forrada a bardilho marmóreo da região, com três ordens de janelas e três portais ladeados de colunas dóricas. Acompanham-na duas exuberantes torres quadrangulares, sem coruchéus, e em cujos campanários de seis sinos se inclui o famoso Caracena que serviu o relógio público da Torre de Menagem do Castelo e que nas Guerras da Restauração foi fortemente danificado pelas tropas do general espanhol daquele nome.

No interior do templo, abundante de mármores e de boa talha, é notável o sacrário de madeira dourada e podem apreciar-se, ainda, esculturas de madeira estofada e diversas telas dos séculos XVII e XVIII.

Na sacristia anexa, de onde saíram as peças mais valiosas para o Museu de Arte Sacra, existem, ainda, diversas alfaias do culto, bastante apreciáveis, além de um aparatoso arcaz paramenteiro de madeira de carvalho.

In Vila Viçosa – Vila Museu

Imagens in Vila Viçosa - Vila Museu e Câmara Municipal de Vila Viçosa

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Igreja de Nossa Senhora da Piedade


Esta igreja está integrada no Convento dos Capuchos, teve a sua primeira pedra lançada a 6 de Julho de 1606, gravando-se nela o nome do duque D. Teodósio II de Bragança. À cerimónia assistiu o duque, acompanhado de seu filho primogénito, D. João, futuro Rei Restaurador. O templo, sagrado em 31 de Maio de 1610, é o núcleo central da Festa dos Capuchos que se celebra em Setembro.

In Arquivo Joaquim Saial

Imagem in Câmara Municipal de Vila Viçosa

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Igreja de Nossa Senhora da Lapa


Igreja setecentista (1756) de fachada barroca “exemplar de linhas originais, airosas e admiravelmente recortado no pórtico e nas torres, de cúpulas bolbosas”, segundo a descrição de J. A. Ferreira de Almeida. Situa-se no Campo da Restauração, comummente chamado do Carrascal.

In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagem in Vila Viçosa - Vila Museu

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Fonte da Praça (antiga Fonte do Carrascal)

A Fonte da Praça, em tempos chamada do Carrascal, porque daqui se transferiu no ano 1886, é a mais elegante de todas elas na sua traça seiscentista, com tanque e taça octogonais, erguendo-se sobre esta “o tronco de um balaústre cilíndrico ondeado, donde nasce a taça superior, em forma de cálice redondo, de cujo urnário jorram quatro bicas de ferro” (Túlio Espanca). Situa-se em frente da Igreja da Misericórdia, na rotunda-eixo da Praça da República – Avenida Bento de Jesus Caraça. Quando veio do Carrascal ficou montada em frente do edifício da Câmara Municipal e só nos anos 40 se implantou definitivamente no sítio actual.








In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens in Câmara Municipal de Vila Viçosa

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Estátua Equestre D. João IV

A elegante e monumental Estátua Equestre do Rei Restaurador mede acima do plinto seis metros, é obra de bronze da autoria do escultor funchalense Francisco Franco (1885 – 1955) enquanto que o pedestral de granito é do risco do arquitecto Pardal Monteiro (1897 – 1957).

Segundo Sant’Anna Dionísio, o escultor “tentou, parece, de certo modo, reconstruir o falado e fortíssimo ginete de nome o Baluarte que D. João IV mandou comprar na Andaluzia, alguns meses antes da revolução de 1640”, cavalo que foi comprado a um baluarte pelo mestre estribeiro-mor do Duque, António Galvão de Andrade, “encantado com a sua grandeza e segurança” e que mantinha tal dignidade nos desfiles e paradas “que mais parecia cavalo de metal”. Este mestre Galvão de Andrade afirmou que foi nesse magnifico animal que o novo monarca fez o percurso em Lisboa desde o Palácio Real até à Sé no dia da sua aclamação.






In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição

Imagens in Câmara Municipal de Vila Viçosa, O Restaurador da Independência, Flex Travel e Portugal Fotos

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