quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Convento e Igreja dos Agostinhos

Este foi o primeiro mosteiro de Vila Viçosa (1267), anterior ao foral afonsino de 1270, concedido porventura, entre outras razões, pelo facto da existência do convento primitivo; sofreu importantes transformações no tempo de D. Jaime, no século XVII quando se tornou panteão dos duques e nos reinados posteriores de D. João V, D. José e D. Maria I. Após a extinção das ordens religiosas (1834) passou à posse da Casa de Bragança, foi quartel até 1939 e de 1951 ocupado pelo Seminário Menor de São José, cedido definitivamente à Arquidiocese de Évora em 1963. A sua Igreja é considerada Monumento Nacional e é um exemplo do estilo barroco, de fachada um pouco pesada mas imponente, flanqueada por duas altivas torres sineiras. É também desde 1677 panteão dos Duques de Bragança.

Ali se encontraram os restos mortais daqueles que na história se demarcaram pelo espírito, pelas virtudes e pelas obras: à esquerda de quem entra, D. Afonso, o filho bastardo de D. João I, pelo casamento com D. Brites Pereira, raiz da Sereníssima Casa de Bragança; o seu túmulo é o único feito de granito, originariamente montado em Chaves e em 1942, transferido para este lugar; nas seis capelas laterais, de pórtico renascentista algumas, forradas de mármore e de belos azulejos da época outras, descansam D. Fernando II, os dois Teodósio I e II, ambos de tão viva memória pelo muito que se deram ao problema da cultura humanística; de lado da Epístola, estão D. Fernando I, D. Jaime, o grande herói de Azamor, e D. João I. Em outros túmulos, encontram-se ainda figuras ligadas à mesma nobre família: D. Manuel e D. Maria, filhos do Rei D. João IV, falecidos de tenra idade; D. Alexandre, arcebispo de Évora e seu sobrinho do mesmo nome, D. Filipe irmão de D. Teodósio II; em sepultura rasa, ainda D. Rodrigo de Lencastre, irmão do duque D. Jaime. Vazia uma das caixas tumulares com inscrição explicativa de que se reservara aquele lugar para as cinzas de D. Duarte, irmão de D. João IV, cavaleiro andante de toda a Europa Central, por onde serviu Reis e grandes senhores, e finalmente falecido e sepultado em Milão. Mais recentemente, em Dezembro de 1976, foram ali depositados também os restos mortais de D. Duarte Pio, penúltimo do título, pai do actual duque D. Duarte Pio.






In Vila Viçosa – História, Arte e Tradição e Vila Viçosa – Vila Museu

Imagens in Câmara Municipal de Vila Viçosa e O Restaurador da Independência

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2 comentários:

Anónimo disse...

Uma correcção ao seu post: o pai de D. Duarte Pio chamava-se D. Duarte Nuno.

Anti Rei Faz-de-Conta disse...

O único problema disto tudo é que o Duarte Pio muniu-se de "amiguinhos" para o ajudarem na promoção das mentiras e na conservação do trono e, em troca, concede-lhes umas medalhinhas e honras afins.

Para que conste: a única sucessora directa da coroa portuguesa foi D. Maria Pia de Saxe Coburgo Bragança, filha do Rei D. Carlos I de Portugal com D. Maria Amélia Laredo e Murca e, consequentemente, irmã do Rei D. Manuel II.

A seu tempo a verdade virá ao de cima e cairão por terra muitos dos monárquicos que andam enganados pela falsa Causa Real Duartina.